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CIRURGIÃ-DENTISTA INTEGRA RANKING QUE CLASSIFICA CIENTISTAS MAIS INFLUENTES DO MUNDO

Ao longo do tempo, a Odontologia brasileira tem se aprimorado e evoluído. Esse aprimoramento constante só é possível graças a pesquisa científica que viabiliza, sob crivo rigoroso da ciência nacional, melhores abordagens para diversos problemas odontológicos, seja na criação de novas ferramentas ou otimização de técnicas de consultório/clínica.
CIRURGIÃ-DENTISTA INTEGRA RANKING QUE CLASSIFICA CIENTISTAS MAIS INFLUENTES DO MUNDO

Diante disso, a Odontologia comemora, porque a professora da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Maria Martha Campos, foi reconhecida como uma das cientistas mais influentes do mundo, de acordo com estudo feito pela Universidade de Stanford.

Formada em Odontologia pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC; 1995). Possui Mestrado (1997) e Doutorado (2001) em Farmacologia pela mesma Instituição. Fez pós-doutorado na Universidade de Montréal (2001-2002) e na UFSC (2003-2005). Desde 2006, é Docente da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Atualmente, é Coordenadora do Programa de Pós-graduação em Odontologia, da Escola de Ciência da Saúde (PUCRS). Tem experiência na área de Farmacologia, com ênfase em Farmacologia Autonômica. Desenvolve projetos de pesquisa em farmacologia da dor e da inflamação.

Maria Martha iniciou na pesquisa cedo e se desenvolveu na área ao longo dos anos. “A minha carreira em pesquisa iniciou ainda quando eu estava no curso de graduação em Odontologia. Muito cedo, comecei a trabalhar como aluna de iniciação científica, podendo entrar em contato com a pesquisa ainda nessa fase. A partir desse momento me encantei com a ciência e não quis mais parar”, compartilha Martha.

A linha de pesquisa que Maria participa está relacionada à caracterização de alterações inflamatórias e dolorosas associadas a doenças como, diabetes, fibromialgia, esclerose múltipla e câncer. Em outras palavras, atua com interdisciplinaridade. “Minhas pesquisas são realizadas de forma interdisciplinar, onde a Odontologia está inserida como parte de um elenco de disciplinas biomédicas, que conectadas, permitem compreender melhor as doenças orais e sua relação com outros sistemas”, comenta a Docente.

De acordo com a Pesquisadora, para avançar na área científica é preciso “brilho no olho”. “Sempre que falo sobre carreira científica, algumas palavras aparecem: persistência, dedicação, trabalho e resiliência. Sem essas condições a caminhada científica vai falhar em algum momento. Pesquisa precisa de vocação e brilho no olho, fazer por fazer não serve para a pesquisa. É preciso se encantar a cada dia com uma nova descoberta e entender que os caminhos da pesquisa são tortuosos e nem sempre fáceis”.

Para ela, o reconhecimento é bom, mas é necessário manter os pés no chão e seguir formando jovens pesquisadores, sobretudo diante da pandemia de novo Coronavírus que ressaltou a importância da ciência no mundo. “Temos sempre que manter os pés no chão e entender que essas coisas passam e o que fica de fato é o resultado do nosso trabalho, que como professores e pesquisadores precisa estar focado na formação adequada dos alunos, com o intuito de formar novos recursos humanos capacitados para a pesquisa científica. Depois da pandemia de COVID-19, toda a sociedade percebeu como a ciência é relevante e está presente em nossas vidas. O reconhecimento, os prêmios, os destaques precisam servir a essa missão de mostrar ao mundo como a pesquisa e os seus resultados podem ter benefícios na vida da sociedade”.

Segundo Maria, a ciência é fundamental para o desenvolvimento da área odontológica. “Não há mais espaço para o exercício da profissão que não passe pelo conhecimento científico. A Odontologia moderna precisa estar baseada em evidências científicas e cada vez mais alicerçada nos resultados de pesquisas recentes”.

Além disso, é preciso inserir todas descobertas científicas na prática odontológica. “A pesquisa odontológica brasileira apresenta destaque no cenário mundial. Mas isso não basta, nossos profissionais precisam incluir os resultados dessas pesquisas em suas práticas. É necessário criar mecanismos para que todos os dentistas possam ter acesso às novas informações geradas pelos resultados de pesquisa”, finaliza Maria Martha.

O estudo da Universidade de Stanford, publicado pela Plos Biology, listou os cientistas mais influentes do mundo, utilizando informações da base de dados Scopus considerando aspectos em dois rankings. Um deles analisa o impacto do pesquisador ao longo de sua carreira, e o outro considera o impacto das pesquisas durante o ano de 2019.

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